NA GRANDE ILHA, POLÍCIA CIVIL PRENDE DOIS HOMENS ENVOLVIDOS EM GOLPES CONTRA FINTECHS; PREJUÍZO CHEGA A R$ 322 MILHÕES

POR: ASCOMPC/MA

A Polícia Civil do Maranhão, em apoio operacional à Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a “Operação Pecúnia Obscura”, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão contra investigados por participação em um esquema de fraudes contra fintechs. A prática criminosa teria causado prejuízo estimado em R$ 322 milhões.

As investigações apontam que os golpes foram praticados em cidades da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, além de municípios de Minas Gerais e do Maranhão. No território maranhense, duas ordens judiciais foram cumpridas em bairros do município de São José de Ribamar, na Grande Ilha.

No bairro do Cohatrac V, nas proximidades da Estrada da Maioba, equipes da Superintendência Estadual de Investigação Criminal (SEIC) estiveram em um condomínio para dar cumprimento a um mandado de prisão contra o primeiro alvo da operação.

Já no bairro do Araçagi, os policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão no imóvel do segundo investigado. Durante as diligências, foram localizadas munições de uso restrito, o que resultou na prisão em flagrante do suspeito.

Os dois homens foram conduzidos à unidade policial e permanecem à disposição da Justiça. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre o esquema criminoso.

As prisões foram realizadas por equipes do Departamento de Combate a Roubo de Cargas (DCRC), do Departamento de Combate a Roubo a Instituições Financeiras(DCRIF) e do Grupo de Resposta Tática(GRT), todos vinculados a SEIC.

O crime

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), o grupo investigado atuava por meio da utilização de empresas de fachada e complexa movimentação financeira, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita de valores provenientes de atividades criminosas.

De acordo com o MPRJ, parte significativa dos valores movimentados era enviada ao exterior por meio de plataformas de criptomoedas, mecanismo utilizado para dificultar o rastreamento das transações e a recuperação dos ativos financeiros.

Ainda segundo os promotores responsáveis pela investigação, chamou a atenção dos investigadores a existência de transações realizadas por um dos investigados em favor da empresa GAS Consultoria, pertencente a um indivíduo conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, conhecido nacionalmente por investigações relacionadas a esquemas de pirâmide financeira envolvendo criptoativos.